Questione-os, questione-se!

 

Você que é, ou vive em meio de cristãos (algo comum hoje em dia), já deve ter se deparado com algumas questões e ficarem até meio encabulados a respondê-las. Quero focar durante esse texto uma questão em particular. Este vem sendo um questionamento feito pelos próprios frequentadores das igrejas, em sua maioria jovens, que ao ver ao seu redor o que está acontecendo com o mundo, e juntamente com isto, o que está acontecendo com o nome “Igreja” ou ainda com o ser “Cristão”, jogam perguntas ao vento em busca de entender o que está acontecendo de errado ou onde estão errando, e pasmem, apesar de suas intenções, estes são chamados “Loucos e Hereges”. Separei aqui as perguntas que percebo ser mais frequentes entre esses irmãos:

A palavra pregada e vivida nas igrejas realmente é o Cristianismo? Ou seria algo mais puxado para o “Igrejismo”? Estamos fazendo de dentro pra dentro, e lá fora? Afinal Cristo estava sempre com os “mestres e líderes” da época ou com os pecadores, humilhados e pessoas baixas da sociedade?  A igreja ainda é importante na vida dos Cristãos ou apenas nos torna eternos imaturos espirituais, dispostos a tomar leitinho pro resto de nossas vidas? Afinal, igreja para quê? Para quem? Qual tem sido o papel das igrejas hoje? O que Jesus diria disto?

Senhores loucos e hereges, sábias indagações! Confesso que faço parte deste grupo, mas afirmo que basta buscarmos um pouco mais a fundo de nós mesmos, dentro do nosso grupo de amigos que fazem tais questionamentos e o mais importante, na Bíblia, e acharemos algumas respostas. Sabemos que existem empresas e empresas, escritórios e escritórios, pessoas e pessoas, e infelizmente também existem igrejas e igrejas… Então, gostaria que levassem em consideração as igrejas sérias, comprometidas com Cristo e com visão de reino (E que como qualquer outra instituição, mesmo que busque ao máximo acertar sempre, equivoca-se.).

Creio que não sou o mais qualificado para matar tais duvidas, então vou apenas abrir um ambiente de reflexão com algumas outras questões (Questões que fiz a mim mesmo quando me deparei indagando o funcionamento de tudo isto): Vamos lá. Conhecemos de fato o Cristianismo para saber o quanto ele vai além de ações que conhecemos como “ações Cristãs”? Cristo andava com a baixa sociedade, mas ele era Santo, em cada palavra ou ação Tua saíam novos ensinamentos para os que o rodeavam, e de nós, o que sai? Será que estamos preparados apenas para influenciar positivamente? Temos levado a sério a EBD, pequenos grupos, estudos bíblicos e sermões das igrejas para o nosso aprendizado e crescimento espiritual? O que quero dizer é, estamos prontos espiritualmente para viver o que pensamos ser o mais correto enquanto Cristãos? Além de um lugar de comunhão com nossos irmãos, a igreja não seria um lugar onde nos prepararíamos para atuar como verdadeiros cristãos, pessoas de caráter puro e irrepreensível fora dela? E temos levado esse preparo a sério? Será mesmo que nossos pastores e líderes que tem nos direcionado estão completamente errados e nós completamente corretos?

Queridos, nunca deixem de questionar a nada. Há dúvidas? Questione! Mas ao questionar, qualquer assunto, lance você mesmo um argumento contrapondo-o. Talvez sua dúvida seja sanada só ai, ou crie mais ainda (rsrs). Reflita nessas questões, vá a fundo em si e busque na palavra as respostas das suas indagações, o mundo está corrompido e precisamos fazer algo sim, mas hajamos com sabedoria fazendo nossa parte sem perder o foco. Espero tê-los abençoado.

Filipenses 2:14-15

Não diga o que é, seja!

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No meu dia-a-dia convivo com pessoas completamente diferentes. Jogo futebol na rua com os garotos, converso com amigos em minha graduação de engenharia e vivo em comunhão constante com amigos, verdadeiros irmãos, na igreja. Meu contato com todos esses tipos de realidades, algumas bem opostas, tem me feito crescer e perceber que algumas manias se assemelham muito e para elas não importa o grau social, educacional ou espiritual.

Dentre várias das manias a que me chamou mais a atenção foi a de pessoas opinarem o que fariam em seu lugar. Dizerem como seria diferente e como agiriam nas situações em que outros expõe a elas. E na verdade, quando são postas em xeque em situações semelhantes ou até igual, puf! Suas palavras proferidas eram irreais. A questão é: por que?

Pessoas tendem a querer desenvolver e melhorar, se não individualmente e para seu crescimento próprio ao menos visivelmente, para percepção de terceiros. Ao dizer o que faria em uma situação, o que realmente queremos dizer (me incluo nisto) é: “Se eu tivesse controle total de minhas ações, faria desta forma.” Ou ao dizer o que somos, muitas vezes o que realmente estamos dizendo é: “Se eu pudesse dizer exatamente como gostaria de ser, seria assim”. Em nossa mente temos ideia do “Ser Humano Perfeito”, o Eu perfeito. E este eu perfeito, varia de pessoa pra pessoa, de acordo com o que ela considera a perfeição das ações humanas. Nessas concepções estão inclusos o caráter, estilos, modos de ser relacionar e várias outras coisas. E afirmo que é por conta disto que existem tantos demagogos! Lembra-se de algum? Pois é.

Então de que importa falar, declarar e exclamar com os lábios se nossas atitudes gritam algo divergente ao que dizemos? Nossas palavras expressam bem o que queremos ser, a ideia do eu perfeito para si próprio, mas só as ações expressam realmente o que somos. E infelizmente para nós mesmos, são as ações que mostram nossa “Cara”, infelizmente não por todos sermos corrompidos por mentiras e falta de caráter, mas infelizmente por ser algo muito mais trabalhoso que podemos imaginar.

C.S. Lewis diz me um de seus livros que a espécie humana, para ter um caráter puro e ser alguém digno, deve traçar parâmetros para si e segui-los. Negando muitos vezes sua própria vontade como um ser emocional e humano, para ser um ser mais racional, algo imposto pela própria vida, a questão de o tempo todo termos a opção e a escolha.

Cuidado com as palavras, elas podem fazer com que esperem muito mais de nós do que estamos prontos a oferecer. Disposição não é sinônimo de estar pronto. Pense sobre suas atitudes, reflita sobre seus atos! Você realmente é quem pensa que é? É o que as pessoas dizem que é? Busque o equilíbrio e descubra mais do ser de maior importância para você, você!

Um novo olhar

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Viajo em um olhar e me recuso a entender a tamanha complexidade e simplicidade do que é vivo e do que permanece na vida. Rejeito-me a compreender como conseguimos observar benevolência em palavras, sinceridade em olhares, intensidade em um abraço e a paixão em um beijo. A simplicidade dessas pequenas ações estão escondidas na capa de sua complexidade, percebem isto? Não há necessidade de analisar um olhar ou um abraço, simplesmente sentimos o que eles querem dizer! Nestas coisas, a percepção é quase imposta. Você as percebe, não busca perceber.

Mas há outras belezas na vida nas quais estão sobre nossos olhares em todo o tempo. Repare como olhar a lua se tornou tão comum que sua beleza parece escassa aos olhos de quem a vê. Um alimento, uma brisa suave, a chuva, o cheiro de uma pétala. Não conseguem ver o que vejo? Não sentem o que sinto? Eis a perfeição diante da nossa vida! Nós seres humanos, temos nos tornados insensíveis e viciados em nosso bem estar, esquecendo que podemos buscá-lo em apenas um olhar, um olhar perceptível.

Vivemos uma viagem louca e muitos não sabem nem ao menos onde querem chegar. Corremos a todo momento sem um mapa, e navegamos em oceanos para viagens desconhecidas. Cruzamos com pessoas e seus valores são passados para trás, passamos a esquecer o valor da percepção. Percebes? Chamo-lhes a atenção não para entender a vida, não para compreender a natureza, não para analisar a perfeição. Convido-os para apenas apreciá-la. Senti-lá e percebê-la com gratidão.

E meu desejo é que percebamos em cada olhar a complexidade e simplicidade do que nos fez o Criador.

O que realmente importa?

Hoje li um trecho da carta de Paulo aos Romanos, mais precisamente o capítulo 14:1-4, e lá diz assim: “Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos. Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou. Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu Senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar. “

Paulo usa a alimentação como exemplo. Hoje imagino que ele teria vários exemplos para passar a mensagem que desejava, afinal usar calça ou saia? Frequentar estádios ou não? Posso ou não fazer uma tatuagem? Afinal o piercing é ou não proibido? Para ir a igreja usarei bermuda e boné? Isto é falta de reverência? São muitas dúvidas esperando respostas, e as respostas que esperam é o sim, isto pode. Ou ainda o não, isto é proibido.

Revisando o versículo três e quatro, vejo que Paulo é bastante sucinto. Não faz rodeios. Diz para não desprezarmos uns aos outros por coisas que não fazem diferença alguma em nosso estilo de vida, o que Deus vê é nosso coração e ações! Estamos tão preocupados em fazer ou não uma tatuagem, usar ou não um boné que esquecemos de espalhar o amor de Cristo, levantar sua bandeira!  Esquecemos do ide. Esquecemos de ser irrepreensíveis e gastamos nosso tempo pensando em coisas que não vão diferenciar em absolutamente nada a nossa vida nem a de nosso próximo. Ser sal e luz vai além de usar um piercing, um terno ou um boné. Servir a Deus é muito mais intenso!

Vejo tudo isto como se fossemos copos em uma mesa, e cada copo deixa sob si suas características de vestimenta, usos e costumes. Deus vem nos servir a bebida, que é seu amor, sua paz, bonança e salvação. Mas essa bebida transborda os copos e nós ficamos preocupados dizendo: “Deus, cuidado com minha roupa que está sob mim! Cuidado Deus, este é meu terno! Calma Deus, minha tatuagem”. Mas ele não se importa… Continua enchendo e transbordando este líquido. Quando Deus termina, ele olha para os copos cheios e vê tudo o que é humano e supérfluo cobertos por sua graça. Ele se alegra, pois vê apenas o que para Ele é necessário, nossa essência, nosso sabor.

 

E talvez, amor…

Sinto-me andando em Terras conhecidas, mas como se tivesse novos pés. É como se usasse as mesmas roupas, mas em um novo corpo. Um sonho possível, uma viagem comum, uma bela vista mas nada de anormal. As mesmas pessoas com novas fragrâncias, mesmos olhos com novos olhares, mesmos corpos com outros toques. É como se tudo fosse velho, mas ao mesmo tempo tão novo que surpreende até a nós mesmos. Desejos jamais conhecidos, personalidades não impostas um ao outro, um lado inimaginável se revela em nós em cada palavra trocada, em cada momento passado. Afirmo com convicção que é diferente, é racional. Não há olhos ludibriados apenas por ações perfeitas, nem ouvidos encantados apenas com as belas frases… Há corações dispostos, personalidades consistentes e ainda sim semelhantes. Contudo, afirmo uma só coisa : não há como saber o que é, mas realmente espero que seja amor.

Um só corpo, um só fim

É tão engraçado quanto decepcionante ver o quanto pessoas que deveriam visar um mesmo fim se importando tanto com cargos, uma vez na qual estes são estipulados apenas para uma melhor organização afim de alcançarmos um mesmo objetivo.

Cargos “maiores e menores” são necessários sim e definidos de acordo com as características e grau de experiência e conhecimento de cada um, sempre visando um bom entendimento entre todas as partes do todo. Um corpo pode ter virilidade, pernas e braços fortes e capazes de correr mais rápido ou levantar mais peso, porém sem o cérebro nenhuma dessas atividades é possível. Assim como se um cérebro não tem membros preparados, não conseguirá realizar suas atividades com tamanha excelência.

O que quero deixar bem claro, é que em um sistema todas as peças são de fundamental importância! Para isso vou novamente usar o corpo como exemplo. Dividamos entre cérebro e membros. Os membros podem estar preparados, o cérebro pode estar preparado, mas não há nenhum tipo de movimentação se não houver a junção de comandos entre si. Onde os membros atendam ao cérebro e o cérebro por sua vez entenda as limitações de seus membros.

Efésios 4:15-16 diz assim:” Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.”

No segundo parágrafo citei cargos “maiores e menores” propositalmente com aspas. Percebem que não há cargo maior ou menor? E que se formos além, nem deveríamos chamá-los de cargos e sim formas de cooperação. Este versículo deixa bem claro que a cabeça é Cristo. Todos nós somos corpo, todos temos finalidades específicas. Mas como diz o texto somos um corpo – “ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas” -, sendo assim, deve haver a cooperação de um com o outro, cada parte do corpo trabalhando junto, em unidade. Sem deixar de ressaltar o fim – ” em que cada parte realiza a sua função”.

A cabeça é Cristo, o objetivo é o reino, nós somos corpo. Devemos nos deixar ser comandado pelo cabeça, crescendo e frutificando em amor.

Olhos atentos para manter-se em pé

O Crescimento repentino pode acabar com tudo que conquistou até aqui. Abrir os olhos no dia a dia é preciso e a cada passo olhar novamente. O caminho pode ter sido determinado, mas em cada passo o chão pode mudar seus obstáculos e você tem que lutar pra permanecer em pé. Mas e se cair? Sem problemas! Levante, neste obstáculo não cairás novamente. Ter percepção de mundo é necessário, calcular friamente as ações é importante, mas se a cada novo passo não olhar atentamente onde pisa, cairá. E com já disse, cair não é um grande desastre, muitos aguentam a queda! O maior problema não é o quanto você aguenta cair, mas sim o quanto aguenta levantar. Então, abra os olhos e mantenha-se de pé.

“Não há grandes conquistas sem grandes atos. Grandes atos exigem um grande esforço.”

Quem somos?

Quem sou eu para em meio tantos sábios proferir alguma palavra sobre assunto do qual não conheço totalmente? Quem sou eu para cobrar bondade se em meus passos piso em pessoas? Quem sou eu para julgar o que vejo, sendo que me acomodo e não faço nada para mudar a triste realidade? Quem sou eu para ouvir seu desabafo e aconselhar-te? Sendo que nem eu mesmo cumpro meus conselhos. Quem sou eu pra cobrar atitude de um governante, enquanto nas pequenas coisas demonstro omissão? Quem sou eu pra dizer que sua dor não é tão grande? Uma vez que qualquer rasteira é como uma facada em meus sonhos… Na verdade, o que quero perguntar é, quem somos nós? Conhecemos o mais íntimo de nós mesmos? Afirmo que a maioria não! Temos medo de ficar a sós para pensar por desconhecer nossos pensamentos, por medo do que pode vir a mente! Temos medo de nós mesmos quando a sós, e neste momento é que somos quem realmente somos. Nessa hora em que ninguém te olha, ninguém irá se importar com seu comportamento, ninguém irá lhe cobrar ou perseguir por qualquer ação, e nessa hora, a só consigo, quem é você? Com muito prazer, apresento-lhe você.

O Agricultor

Um agricultor planta suas sementes já esperando os frutos. Rega dia a dia a terra macia já sonhando com o tempo da colheita. De repente, vem uma tempestade que parecia sem importância, e todo seu trabalho, suor e amor se perdem em meio aos ventos e chuva. É como tivesse tirado algo que já existisse em sua vida. Então ele, inconformado, diz:

- As grandes coisas que plantei foram devastadas por uma tempestade repentina. Semeei, trabalhei forte e soei para que frutificassem as sementes e antes que chegasse a época da colheita, está tudo acabado! – E chorava com ar de grande tristeza.

No dia seguinte quando a tempestade passara, este homem levantou-se, enxugou suas lágrias e antes que amanhecesse limpou seu terreno, pegou a pá de escavar e começou novamente a abrir os buracos na terra. Juntou as sementes que estavam boas e novamente voltou a semear em seu grande campo. Seus vizinhos e colegas, vendo-o trabalhando em sua plantação após uma tempestade que havia acabado com tudo o que cultivara nas últimas semanas, zombaram dele dizendo:

- Como pode ser tão tolo? Não vê que a tempestade acabou com a plantação que cultivava a semanas em uma só noite? Descanse! Deixe de se trabalhar a toa! – E riam dele com gargalhadas infames.

O Agricultor não se abalava com as duras críticas. Sabia qual o certo a fazer. Ele sabia que outra tempestade poderia vir e acabar com tudo novamente! Sabia que seu suor poderia ser novamente em vão e que os frutos poderiam não crescer de novo. Sabia ainda que poderia se decepcionar novamente. Mas não se importava, apenas cavava , semeava, regava e cultivava seus frutos, e não o fazia por obrigação ou dever. O fazia por amor.

Sendo a Luz

Em todo o barulho louco de uma multidão desenfreada buscando seus próprios interesses, interesses esses ditos serem para a sociedade mas que só expõe o egocentrismo de um a um, mesmo com todo o grito desta multidão eu ouço algo diferente, ouço alguém expondo um sentimento real. Há pessoas nesta multidão correndo contra o ciclo vicioso do seu humano, há pessoas nessa multidão buscando ser diferente, sendo sal e luz. Vejo também que essas pessoas tem grande dificuldade, pois a todo tempo andam na contra-mão da multidão, remam contra a maré. Mas o que a maioria não viu, é que lá atrás tem um rei, um Senhor grandioso de braços abertos esperando todos aqueles que estão na contra-mão. Você não está só irmão, há uma grande multidão indo contra seus princípios, apesar de parecerem maioria você tem muito mais condições de fazer diferença que qualquer um deles.